quarta-feira, 27 de julho de 2016

Fósseis - Pernigem




Fósseis recolhidos próximo da aldeia da Pernigem, Parque Natural de Sintra - Cascais. 









Fotografia de C@rlos Baptista
(Julho de 2016)





quinta-feira, 14 de julho de 2016

Capela de São Jorge (Aljubarrota)












A capela de São Jorge, apesar das suas escassas dimensões e aparente simplicidade, é um dos monumentos mais emblemáticos da célebre batalha que abriu caminho, em Portugal, ao governo da dinastia de Avis e que teve lugar nos campos de Aljubarrota. Quer a sua origem, quer o local exacto onde foi construída, estão intimamente ligados a este episódio e à figura do Condestável D. Nuno Álvares Pereira.










Com efeito, é a este homem tornado mito, cujo poder chegou a ombrear com o do monarca (estatuto tão claramente demonstrado pela contraposição simbólica do seu Convento do Carmo, em Lisboa, com o paço real e castelo da capital), que se deve a construção da capela. Ela implantou-se no sítio onde, no dia da batalha, a 14 de Agosto de 1385, D. Nuno havia depositado o seu estandarte, conforme indica a lápide comemorativa da edificação do templo. O local escolhido não foi um acaso, pois nas manobras de posicionamento dos exércitos, a hoste comandada pelo Condestável havia encontrado esta "pequena elevação com visibilidade técnica sobre o campo de batalha" (PAÇO, 1965, p.8).























A data de arranque das obras é conhecida através daquela lápide. Por ela ficamos a saber que a construção se iniciou em 1393, sete anos após a batalha, sem que existam outras explicações para este distanciamento temporal. Por outro lado, na sua origem, a capela não foi dedicada a São Jorge, mas sim à Virgem (como D. João I havia feito em relação ao Mosteiro da Batalha, sintomaticamente dedicado a Santa Maria da Vitória). Daqui se depreende que o templo resulta de um voto do Condestável à protecção de Nossa Senhora, e mais estranho se torna explicar o porquê de terem decorrido sete anos entre a batalha e o arranque efectivo das obras.








A capela que hoje conhecemos não reflecte as dominantes estéticas da sua primeira forma, com certeza edificada de acordo com o Tardo-Gótico que então despontava no nosso país. Durante o século XV e, presumivelmente, nas primeiras décadas do século XVI, o monumento foi intervencionado, daí resultando uma obra relativamente ambígua nas suas opções estilísticas.











Estamos convencidos que, planimetricamente, o templo conserva o essencial da sua primitiva traça, com nave única rectangular e capela-mor quadrangular. Já o mesmo não podemos dizer a respeito dos vários elementos que o constituem. O arco triunfal (que não apresenta qualquer base saliente) é de volta perfeita e ostenta o brasão português. Na abóbada de cruzaria de ogivas que cobre a capela-mor, o bocete é decorado com o Pelicano, símbolo de D. João II. Exteriormente, a ábside contrafortada nos ângulos é encimada por uma linha contínua de merlões chanfrados, solução cenograficamente militar - tão "adequada à memória fundacional da ermida" (SILVA, 2003, p.2) - que é mais frequente encontrar no ciclo manuelino que, propriamente, no tardo-gótico inicial.



Na parede fundeira da capela-mor existem, ainda, os vestígios do retábulo original, nomeadamente o baldaquino flamejante de um nicho, onde, originalmente, estava colocada a imagem da Virgem com o Menino, ao que parece uma peça contemporânea da construção promovida pelo Condestável (SEQUEIRA, 1955).








Ao longo dos séculos, outras reformas tiveram lugar. Em 1872, uma gravura revela a fachada principal algo classicizante, com porta de verga recta encimada por óculo (como a que ainda vemos), e uma sugestão volumétrica tripartida, com adossamento de dois corpos às fachadas laterais da nave. Em 1928, Ernesto Korrodi construiu um alpendre rectangular adossado à fachada principal, posteriormente suprimido pela DGEMN, numa altura em que estava já em muito mau estado, "pois tornou-se logo asilo de indesejáveis que tudo destruíram" (PAÇO, 1965, p.16). As grandes obras de restauro, que eliminaram os múltiplos acrescentos verificados ao longo dos tempos, iniciaram-se em 1940. Nos trabalhos então efectuados, descobriu-se a porta lateral Norte, em arco quebrado, que se presume ser dos poucos elementos originais do conjunto. 




Texto retirado de:
 patrimoniocultural.pt

(Direção - Geral do Património Cultural)




Fotografias de Manuela Videira
(Junho de 2016)






Placa identificativa




Placa identificativa do rei D. Fernando II,
 localizada no posto de 
atendimento do Castelo dos Mouros – Sintra.









Fotografia de C@rlos Baptista 
(2016)





segunda-feira, 4 de julho de 2016

Fonte Velha - Cabrela





Cabrela é uma localidade da freguesia da Terrugem, localizada na zona norte e rural do concelho de Sintra.
















A Fonte Velha em Cabrela, é um dos mais raros vestígios de abastecimento de águas às populações, datados da Baixa Idade Média e localizados no actual concelho de Sintra.



De planta quadrangular e com cobertura em abóbada de planta centralizada, de arestas, a fonte é uma estrutura cúbica aberta numa única face, onde existe um arco canopial de curvatura pouco acentuada e com impostas de cantaria bem marcadas, que descarrega directamente nos pés direitos.












 No interior, para além da mini-abóbada de arestas, existe uma pequena abertura circular no pavimento, executada com reaproveitamento de uma antiga pedra romana, onde se encontra a água, armazenada numa espécie de depósito subterrâneo, designado por "fonte de mergulho".


Sem documentação directamente alusiva, é de presumir que o monumento date da segunda metade do século XV ou, em alternativa, dos primeiros anos do século XVI, sendo o arco canopial o único elemento estilístico passível de constituir referência cronológica.









 Tratou-se, todavia, de uma construção pouco relevante no quadro estilístico da época, porventura patrocinada pelas gentes locais que terão contratado, para o efeito, um dos muitos mestres e pedreiros que se movimentavam pelo território, conhecendo-se a relevância do estaleiro manuelino do paço real de Sintra.


Ainda em utilização pela população local no século XX, foi objecto de restauro pontual entre 1990 e 1991, altura em que a Câmara Municipal de Sintra promoveu a sua consolidação e o arranjo urbanístico da envolvência, datando destes anos tão recentes o seu actual aspecto geral.










Via: www.patrimoniocultural.pt




Fotografias de Manuela Videira

(2 de Julho de 2016)




Forno romano - Casal de Pianos



Casal de Pianos pertence à freguesia de 
São João das Lampas, Sintra.














Este forno romano em Casal de Pianos, localiza-se na estrada que une a Tojeira à praia de Semnome.













Limpeza e sua preservação é necessário e urgente.




Fotografias de Manuela Videira
(23 de Junho de 2016)




sexta-feira, 24 de junho de 2016

Ribeira de Sintra




Fonte da Ribeira de Sintra 
construída em 1780.









Fotografias de C@rlos Baptista
(Junho 2016)



terça-feira, 21 de junho de 2016

Cabeceiras de sepulturas - Museu Arqueológico do Carmo, Lisboa




De proveniências diversas
(Séculos XIII – XVI)



As diferentes cabeceiras de sepultura são esculpidas nas duas faces.




















Fotografias de C@rlos Baptista

(Junho de 2016)